esse caminhar
que se atropela
a boca que se come
o inspirar que expira
se desvalído o desejo
e desconheço o dever
que me resta?
nem tão forte
nem tão dada
segura
op!
segura
e se fôdas
só no atropelo dos passos
o atropelo dos passos
o passo que passo que passo
e depois de muito andar
uma sombra
talvez uma fruta
ou uma água pra nuca
talvez esgoto
olhares indagadores
feito de sacrifício
de entrega
feito de sol, de músculos
feito da ânsia
e da indiferença
Com alegria
caminhar
com alegria
comer
com alegria
inspirar
com alegria
desejar
com alegria
cumprir
com alegria
sacrificar
com alegria
gozar
com alegria
GOZAR
porque vivo
I'm glad
"I'm alive"
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
confiar na simplicidade, portanto
simplicidade
como disseram, a vida simples de um índio,
e, oh! que diversa sua morada, que amplo seu mundo
quantas relações na sua familia
pretendias o que?
"a saint"? uma brisa uma fumaça?
és humana
desejas o humano
cultues a vida, o vivificador
onde estiver
entre as baratas
ou buritis
onças ou pardais
sibipirunas ou castanheiras
mata ou matinho
te dedica a reverencia-la, a vida
que é a vida pra tí?
simplicidade
como disseram, a vida simples de um índio,
e, oh! que diversa sua morada, que amplo seu mundo
quantas relações na sua familia
pretendias o que?
"a saint"? uma brisa uma fumaça?
és humana
desejas o humano
cultues a vida, o vivificador
onde estiver
entre as baratas
ou buritis
onças ou pardais
sibipirunas ou castanheiras
mata ou matinho
te dedica a reverencia-la, a vida
que é a vida pra tí?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
testemunho
Heis que há uma estrela guia
dentro da qual estou
heis que há a beleza em meio
da desiniquidade e do esquecimento do amor
heis que apesar de guiada
há que andar com próprios passos
voar com a própria força
perceber que à tal força
abre-se canais
e como uma peneira que deixa passar a agua, furadinha
permeia-se à plenitude
que existe por todo lado
que encontra nas matas a celebração de suas formas
da que carecem os que têm os buracos fechados
que se abram
direciono-me à abri-los mais
mantê-los abertos
ser canal
olhos do todo
instrumento
e ainda deliciar-me em perceber
a ampliação do ser
dentro da qual estou
heis que há a beleza em meio
da desiniquidade e do esquecimento do amor
heis que apesar de guiada
há que andar com próprios passos
voar com a própria força
perceber que à tal força
abre-se canais
e como uma peneira que deixa passar a agua, furadinha
permeia-se à plenitude
que existe por todo lado
que encontra nas matas a celebração de suas formas
da que carecem os que têm os buracos fechados
que se abram
direciono-me à abri-los mais
mantê-los abertos
ser canal
olhos do todo
instrumento
e ainda deliciar-me em perceber
a ampliação do ser
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Ressaca
As realidades de desconfirmam na incoerência das evidencias. Os preceitos do assoalho são de tábuas podres que ruem com os passos. Há uma porta pra fora disso?
Devo calar-me novamente, bolar um novo plano que sustente as ações, fingir coerência e continuar. Afirmo coragem e galopo, por vezes engatinho, rumo ao desconhecido.
E tudo isso que já se sabe? Devo pensar todas as verdades da humanidade. E as verdades também ruirão como tais.
Tudo o que tenho. Oque? A sede de saciar a ilusão, vontade de mija-la pra fora de mim. Por que ruas, que cidades, que espaços? Tudo que se harmoniza parece entorpecencia, ilusão. Estrela. Estrela.
_ Estrelaaaa!...
(respirar fundo respirar)
Res piro Res piro
Chove do céu chuva e sono dos meus olhos
Sinto dor nas costas e ansiedade nas tripas.
Andarei para desfazer ideias
Remonta-las nos passos tortos sobre asfalto
O se me deixa
E crendo-se presente a consciência se abre
Que se abra
Para o instante
E que esse se cale
Devo calar-me novamente, bolar um novo plano que sustente as ações, fingir coerência e continuar. Afirmo coragem e galopo, por vezes engatinho, rumo ao desconhecido.
E tudo isso que já se sabe? Devo pensar todas as verdades da humanidade. E as verdades também ruirão como tais.
Tudo o que tenho. Oque? A sede de saciar a ilusão, vontade de mija-la pra fora de mim. Por que ruas, que cidades, que espaços? Tudo que se harmoniza parece entorpecencia, ilusão. Estrela. Estrela.
_ Estrelaaaa!...
(respirar fundo respirar)
Res piro Res piro
Chove do céu chuva e sono dos meus olhos
Sinto dor nas costas e ansiedade nas tripas.
Andarei para desfazer ideias
Remonta-las nos passos tortos sobre asfalto
O se me deixa
E crendo-se presente a consciência se abre
Que se abra
Para o instante
E que esse se cale
são paulo
Aqui a conexão com o invisível
Se faz doutras formas
Ausente o silêncio
Pois que tantas outras disponíveis
Contatos visuais objetivos informam
Disposições sempre imediatas
Circulada de imagens
Anzóis afiados a disputar minha retina
A infiltrar-se na imagética mente
Disparando o tempo
No sono, um outro corpo humano, os pombos
E as vozes escancaradas da rua
Descobrem no torpor a hostilidade do redor
E guerreiam vigília e exaustão
Inspirador
Áspero inspirar, claro
Tudo acontece
E tento manter a alma nas mãos enquanto corro
20/10/2010
Se faz doutras formas
Ausente o silêncio
Pois que tantas outras disponíveis
Contatos visuais objetivos informam
Disposições sempre imediatas
Circulada de imagens
Anzóis afiados a disputar minha retina
A infiltrar-se na imagética mente
Disparando o tempo
No sono, um outro corpo humano, os pombos
E as vozes escancaradas da rua
Descobrem no torpor a hostilidade do redor
E guerreiam vigília e exaustão
Inspirador
Áspero inspirar, claro
Tudo acontece
E tento manter a alma nas mãos enquanto corro
20/10/2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
gentofobia
contemporaneamente
ainda assim
agora sim
eis a motriz:
gentofobia
so hard to estar a vontade
estando
so hard to be in a good interacion, si?
solo porque pululam
as believas alimentadas de perecíveis
caramelos de olhos e peles
ah!
es solo porque
seria aparentemente simples crer
no querível
maas
o corpo-ser
se aconforta
nos braços do vertiginoso
infinito
(e dizê-lo refaz
da atmosfera dessas entranhas
os comichões de calma)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
um dia típico atípico típico
tipá tirurinrun-bá paptipá
corpo forçando limites
água fumaçá e soumm, e a te la qui
tanto a se atentar
que zonzeia
e a velocidade das coisas
agrada
aventura prazer e massa
e, cóff cóff, fumaça
altas possibilidades da grana
qui acolá
que traz?
a condução o rango e o bilhete dum filme distrativo
o que é muito
o que sim?
a fácil possibilidade
as fáceis muitas possibilidades
as iguais possibilidades
porém, bem exercidas
a rodoviária
criança do elevador
olhares
caricaturas humanas
(inclusa eu)
no metrô
e carros
bibliotecas
apartamentos
telefones
sites
e um dia diverso
incluso pras tripas
e pros olhos
que se descobrem capazes
de liberto, escolher os alimentos
busca da ciência do corpo, dos corpos
tudo em seu lugar
inclusive o tempo
o óbvio
e o velado
tipá tirurinrun-bá paptipá
corpo forçando limites
água fumaçá e soumm, e a te la qui
tanto a se atentar
que zonzeia
e a velocidade das coisas
agrada
aventura prazer e massa
e, cóff cóff, fumaça
altas possibilidades da grana
qui acolá
que traz?
a condução o rango e o bilhete dum filme distrativo
o que é muito
o que sim?
a fácil possibilidade
as fáceis muitas possibilidades
as iguais possibilidades
porém, bem exercidas
a rodoviária
criança do elevador
olhares
caricaturas humanas
(inclusa eu)
no metrô
e carros
bibliotecas
apartamentos
telefones
sites
e um dia diverso
incluso pras tripas
e pros olhos
que se descobrem capazes
de liberto, escolher os alimentos
busca da ciência do corpo, dos corpos
tudo em seu lugar
inclusive o tempo
o óbvio
e o velado
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
diverso
a luz azul duma bola clara
as quatro sombras na calçada
o pôr de lua abobora
as estrelas todas
morros de capins e afins
o alto dos fiéis
os patos voando no crepúsculo
os pés pelas ruas
a bicicleta pelos cascalhos
a bota entre os matos
três redores donde faço-me
três disposições
três estares
quantos mais?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
negligência
inegligência
sã
sã
quietude
movimento ação transformante
quietude
sã
sã
prazer
querer
alucina
insana
febre
quietude
decanta
calma calma
decanta
sã
presente
agora
pergunta
quietude
futuro futuro
c a l m a
c a l m a
tranquila
movimento ciente
ciente
ciência
calma
sã
gente
mais gente
conversa
silêncio leve
silencio denso
acoplamento
desacoplamento
gente, gente
trago
cuspe
gozada
transtorna
ah
c a l m a
será sã
será sã
pe lê na
p l e n a
t r an q u i llla
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã...
inegligência
sã
sã
quietude
movimento ação transformante
quietude
sã
sã
prazer
querer
alucina
insana
febre
quietude
decanta
calma calma
decanta
sã
presente
agora
pergunta
quietude
futuro futuro
c a l m a
c a l m a
tranquila
movimento ciente
ciente
ciência
calma
sã
gente
mais gente
conversa
silêncio leve
silencio denso
acoplamento
desacoplamento
gente, gente
trago
cuspe
gozada
transtorna
ah
c a l m a
será sã
será sã
pe lê na
p l e n a
t r an q u i llla
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã
sã...
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